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PÚBLICO IDIOTA - Viajou Sem Passaporte


Legenda: Haspa, foi uma intervenção do grupo Viajou Sem Passaporte, realizada em 1979 em uma das unidades do extinto banco Haspa, no centro de São Paulo. Nela, os integrantes "repetiram", com a ajuda inconsciente do público, um dos comerciais do banco veiculados na televisão. O interesse foi se utilizar das imagens reproduzidas pela televisão a fim de fabricar criativamente um outro "produto", capaz de reconfigurar a relação do consumidor (o público e o próprio grupo) com o objeto. Foto: arquivo do grupo Viajou Sem Passaporte.



Em continuidade ao programa de publicações Maio Insurgente, sobre as primaveras do mundo, realizado entre a GLAC edições e o selo Sobinfluencia, publicados às sexta-feiras de maio de 2020, demos espaço a uma dúvida sobre qual teria sido o maio brasileiro mais potente, capaz de se tornar "relevante" perante a história das insurreições sócio-culturais ocorridas entre 1960 e 1970 no globo. Há muitos exemplos: o chamado popular de Marighella à revolução armada, a atividade no teatro, como com o Teatro Oficina ou o Arena, no cinema com Glauber ou Boca do Lixo, as próprias revoltas operárias no ABC, em Osasco, em Contagem, etc., e mais contemporaneamente, o acontecimento de 2013, as ocupações das escolas em 2015 e 2016 e principalmente o levante das Mães de Maio. São muitos os casos e direções que poderíamos perseguir, mas decidimos dar a entender nosso múltiplo interesse diante as subversões políticas e sociais que incorreram no Brasil com um manifesto que, em nosso ver, diz muito sobre a atualidade do país, que vem sendo alagado pela alienante atividade governamental. Público Idiota foi escrito, reproduzido em mimeógrafo e distribuído em 1978, e se deu a conhecer como o primeiro texto do grupo interdisciplinar Viajou Sem Passaporte, que foi ativo até 1982. Caracterizado pelo teor irônico e forte provocação de seus atos, formado por oito estudantes das áreas de artes cênicas, teatro, cinema, música e jornalismo, o grupo obteve forte relação com o dadaísmo e o surrealismo, buscando sempre instaurar na normalidade vigente crises que pudessem fazer fugir do campo da racionalidade e do controle da direita ditatorial, assim como também da militância da esquerda tradicional vinculada ao Partido Comunista. Segue o documento escaneado, em formato de arquivo, não por falta de transcrição, mas pelo desejo de apresentar a beleza de uma produção autônoma e ativa com verdadeiras entranhas subterrâneas na história do Brasil.



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Viajou Sem Passaporte foi composto por oito estudantes das áreas de artes cênicas, teatro, cinema, música e jornalismo da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, os quais: Beatriz Caldano, Celso Santiago, Carlos Alberto Gordon, Luiz Sergio Ragnole Silva (Raghy), Marli de Souza, Márcia Meirelles, Marilda Carvalho e Roberto Mello.

Atenção

* Esta publicação da GLAC edições é também uma homenagem ao selo parceiro desse projeto, o Sobinfluencia, que lançou seu primeiro livro recentemente. Por uma arte revolucionária independente, de André Breton e Diego Rivera, escrito em 1938, inédito em português, foi uma das maiores referências de criação subversiva do grupo Viajou Sem Passaporte.


Maio Insurgente

* Leia também o outro texto do programa, publicado pelo Sobinfluencia, que diz respeito ao incendiário e também interdisciplinar grupo baiano Etsedron. O selo soltou de um arquivo pessoal a digitalização do programa Projeto Ambiental IV para download, acompanhado por um texto de apresentação do editor da GLAC edições.

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