0
  • Facebook
  • Instagram
  • Twitter
  • YouTube - Black Circle
site1_edited.png
12.Mockup_OVirus_SemFundo.png

o vírus como filosofia

. a filosofia como vírus: reflexões de emergência sobre a COVID-19

andityas soares de moura costa matos

& francis garcía collado

autor: andityas soares de moura costa matos & francis garcía collado

edição e proj. gráfico: leonardo araujo beserra

capa e ilutrações: pedro andrada

preparação e coedição: gustavo motta

revisão: lia urbini

série: câmara hermética

ISBN: 978-65-86598-05-6

ano: setembro de 2020

páginas: 96

R$ 36,00  -  pré-venda

envios a partir de 19.09.20

leia um trecho do livro: índice e introdução

descrição

O vírus é algo que, não sendo nem vivo nem morto, invade um corpo – individual ou social – para arrancá-lo da normalidade e desafiar suas potências. Nesse sentido, a filosofia, esse pensamento carente de fundamentos últimos – porque sempre mutantes – pode ser entendida como um agente viral capaz de contribuir para o desafio de compreender e agir em um presente como o nosso, quando atingimos uma zona de indeterminação que parece se renovar a cada dia. Só o pensar crítico-filosófico é capaz de ir além das narrativas convencionais que veem na atual pandemia do COVID-19 um problema médico-sanitário e econômico e nela enxergar o que de fato é: uma intrusão totalizante e incomensurável na rotina do planeta, que pode dar lugar a uma nova ética do comum e do cuidado ou a um enorme dispositivo biopolítico à disposição dos governos e dos mercados para o incremento do controle e do disciplinamento. Diante desse cenário em que o futuro está suspenso e permanecem abertas as possibilidades de destituição do capitalismo ou de seu aprofundamento, tanto em sua versão neoliberal ocidental quanto em sua versão autoritária-algorítmica oriental, este livro pretende ler a pandemia a partir de sua inadequação em relação às díades que marcam nossa experiência, tais como natureza e cultura, indivíduo e sociedade, vida e morte etc. Para tanto, são discutidas algumas das recentes interpretações filosóficas dedicadas à pandemia, de modo a destacar sua insuficiência quando confrontadas com o radicalmente novo, que só pode ser entendido a partir de uma consideração de seu caráter agenciador de subjetividades. Isso quer dizer que, mais do que uma doença do corpo, a pandemia tem se mostrado como um limite imposto ao pensar que é preciso superar. Espalhando-se graças à logística e às redes globais do capital, a pandemia coloniza os afetos, impondo medo e pânico onipresentes dos quais pode resultar uma completa reorganização mundial sob o signo hobbesiano da segurança, em especial considerando a desigual distribuição dos riscos entre ricos e pobres, jovens e idosos, Norte e Sul. Dessa maneira, para enfrentar a pandemia é necessário – além de médicos, hospitais, drogas e medidas de segurança – atingir um estado de clareza mental que só uma filosofia da vida – e não simplesmente sobre a vida – pode constituir, indicando as zonas de fuga, as dimensões biorresistentes e as formas de eclosão de uma bioemergência que nos exige que mutemos, como fazem os vírus, para que possamos sobre/viver. 

trecho

conferência

podcast

autores

Andityas Soares de Moura Costa Matos é professor Associado II de Filosofia do Direito na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Doutorado em Direito e Justiça pela Universidade Federal de Minas Gerais . Pós-Doutorado em Filosofia do Direito pela Facultat de Dret de la Universitat de Barcelona, Doutorado em Filosofia pela Universidade de Coimbra.

Francis García Collado é doutor em Filosofia pela Universidade de Barcelona, professor de Psicologia na Faculdade de Ciências e Comunicação na Universidade Internacional da Catalunha e professor de Evolução da Educação Contemporânea e do máster de Neuro-educação da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Vic – Universidade Central da Catalunha.

sobre a série

#CâmaraHermética

Em um fundo difuso, entre a textura de um mármore e de uma folha xerocada, encontram-se homens brancos em trajes sociais, correndo desesperados em sua direção. Sobre eles, um sol, uma bola perigosa que brilha por meio de lanças afiadas. o vírus traz os problemas  das construções do ocidente: sua inaptidão em organizar social e economicamente os habitantes, em cuidar do que ele criou no “seu” próprio mundo. O leitor de lutas aguarda a chegada dos, agora perdidos, sujeitos do capitalismo colonialista e necropolítico, e imagina com isso o momento do confronto que vem, da luta que a pandemia traz. Há muito aguardado, nessa série realiza-se este conflito em narrativas além do alcance dos olhos, desejosas pela materialização definitiva dos muitos mundos que habitam nossas imaginações. livre-se do todo, até que governe a si!

HASTA GOVERNAR A SI MISMO!

Ofensivas:

a potência do não retorno à normalidade

Paulo Spina

 

À imaginação revolucionária:

instantes de perigo e aberturas no presente pós-apocalíptico

org. Jonnefer Barbosa 

 

Mármore e barbárie:

história da experiência das epidemias no Brasil

Cláudio Medeiros

fique por dentro dos nossos lançamentos, promoções, atividades, conteúdos e projetos assinando nossa newsletter:

PARA LER COM O CORPO!

2019. GLAC edições. design e desenvolvimento por Pablo Vieira.

© GLAC edições 2020

 

rua conselheiro ramalho, 945,

1º andar, sala 4, bela vista,

são paulo – sp, 01325-001

cnpj:19.884.010/0001-65

ie: 126.272.212.119