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um habitar mais forte que a metrópole

 a própria população é uma mercadoria no meio de um poder que é confundido com prazer. e ele gosta de escravizar pessoas e libertar os supostos escravos fora de si. mas nenhum império pode impedir que uma entropia em potencial se multiplique onde um dispositivo de controle surge. para isso, precisamos apenas ressuscitar a velha coragem de pôr os pés na área de indeterminação que nos une a qualquer ser e que nunca pertencerá à história. um poder destituído do espetáculo metropolitano aguarda em outro uso dos corpos. a sensação de viver em um campo de concentração planetário obtém sua realidade mais intensa dentro da metrópole. diante de uma devastação total das formas de vida, o grito que continua ressoando dentro de nós é: para onde fugir? habitando completamente, desenraizando territórios da administração capitalista mundial, construir comunas são os gestos revolucionários daqueles que pararam de esperar, que não acreditam nas "soluções" do planejamento urbano e de outras ciências governamentais, porque sabem que a geração de mundos não é um problema, mas uma necessidade vital que é assumida ou delegada ao opressor. ser uma força histórica autônoma anda de mãos dadas com a miséria do atual estado de coisas e vice-versa.

    R$ 36,00Preço

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    produção: GLAC edições

    edição: alex flynn e leonardo araujo beserra

    tradução: aurore zachayus; fabio morais; lucas parente; noara quinta; revista punkto.

    revisão: gustavo colombini

    2017

    leia um trecho do livro.

    descrição

    Claire Fontaine é um coletivo de arte de Paris, criado em 2004, formado pela italiana Fulvia Carnevale e pelo inglês James Thornhill. A prática de Claire Fontaine se caracteriza como interrogação e reflexão constantes sobre a impotência política e a crise da singularidade do sujeito, que aparentemente definem, aos seus olhos, a arte contemporânea atual. Se o artista da atualidade é o equivalente subjetivo de um urinol ou de uma caixa Brillo - tão descolocado, tão privado de valor de uso e tão trocável quanto os produtos que produz - a perspectiva que lhe sobra é única, a greve humana.

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