0
  • Facebook
  • Instagram
  • Twitter
  • YouTube - Black Circle
 

publicações

99 teses para uma revaloração do valor: um manifesto pós-capitalista, brian massumi

99 teses para a revaloração do valor é um manifesto teórico e prático. massumi reexamina ideias sobre dinheiro, trocas e finanças, com atenção especial a como o que valorizamos na experiência pela qualidade é economicamente traduzido em quantidade. ele propõe novas ferramentas conceituais para entender o valor em termos diretamente qualitativos, especulando sobre como essa reavaliação de valor pode colocar em prática as bases de uma economia alternativa. um caminho promissor, ele sugere, pode envolver tecnologias emergentes de blockchain para além do bitcoin. esses caminhos, contudo, devem ser desenraizados de suas origens libertárias e redesenhados para servir não à escolha individual, mas à criatividade coletiva; não aos cálculos de interesse próprio, mas às especulações colaborativas sobre o futuro a ser compartilhado. é necessário compreender a especificidade de nossa condição neoliberal contemporânea e as formas de poder destrutivas que ela mobiliza para resistir melhor a esta reivindicação de futuro.

dark deleuze: pela morte deste mundo, andrew culp

em dark deleuze, o filósofo francês gilles deleuze, conhecido como pensador da criação, afirmação alegre e assemblages rizomáticas, passa por uma argumentação polêmica: andew culp mostra que esse cânone de alegria que antes era radical perdeu sua resistência ao presente. conceitos criados para derrotar o capitalismo foram reciclados em mantras de negócios que se afirmam alegremente: “o poder é vertical; o potencial é horizontal!”. culp recupera a negatividade esquecida de deleuze. ele perturba a interpretação predominante através de uma rede subterrânea de referências à conspiração, crueldade, terror do exterior e vergonha de ser humano. por fim, este pequeno livro reacende a oposição ao que é intolerável neste mundo.

Capa improvisada Conselho noturno.jpg

um habitar mais forte que a metrópole, conselho noturno 

uma ode filosófico-política a viver plenamente, a arrancar territórios da gestão capitalista mundial e a construir comunas, pois estes são os gestos revolucionários de quem deixou de esperar, de quem não acredita nas “soluções” do urbanismo ou de outras ciências do governo, porque sabe que gerar mundos não é um problema, mas uma necessidade vital. este é o chamado que o grupo de não-autores mexicanos em torno da insignia do conselho noturno fazem, longe do conforto das portas giratórias da ideologia surge mais um clarão que emana violentamente da órbita de tiqqun e do comitê invisível.

Pre-Capa - Um piano.jpg

um piano nas barricadas: por uma historia da Autonomia, Itália 1970, marcello tarì

greves descontroladas, trabalhadores que odiavam a fábrica, jovens selvagens que praticavam outras línguas e outros modos de vida, feminismos, contraculturas, lutas armadas, a Itália dos anos setenta era selvagem em quase todas as suas expressões. a onda de 1968 não se dissolveu em uma nova geração de partidos e políticos profissionais como se fez na própria França. na década seguinte, um novo movimento varreu as metrópoles italianas, a fim de estabelecer um comunismo atual, sem futuro ou sacrifícios. feitas de verdadeiras práticas autônomas, impulsionadas por uma rede prolifera de coletivos, revistas, ocupações, rádios livres, autorreduções, pequenos assaltos e muito conflito essas lutas autônomas representavam um desafio incrível ao capitalismo, bem como às formas tradicionais de organização comunista e ao antagonismo do século XX. neste livro, editado na França, Espanha e Portugal, e agora no Brasil em uma coedição entre a GLAC e a n-1 edições, Marcello Tarì relata e analisa a breve história do Maio Rastejante, porém o autor se demonstra despreocupado em recuperar uma parte crucial do passado, ao contrário da história, ele busca atualizar sua experiência para um possível programa político sem programa, como foi o próprio movimento da Autonomia e como são as autonomias contemporâneas.

5.Capa_Chamada,_Anônimos.jpg

chamada: imaginação radical do presente, anônimos

coletânea de textos anônimos que se caracterizam por fazerem chamados universais à comunização. com a premissa de tornar presente o comunismo subjetivo e político na organização autônoma de grupos de pessoas, seus textos (Ai ferri corti, aparecido em 1998 na itália; Appel, surgido na frança em 2003; Hello, distribuído nos EUA em 2013; e How to start a fire em 2015) trazem à tona a grande influência da revista francesa Tiqqun e do desejo revolucionário que se espalhou pelo mundo pós anos 2000, ou seja, após as conhecidas lutas altermundialista. participações com epílogo, introduções, debates e prelúdio: amador fernández-savater, ignacio castro rey, javier turnes, gilles dauvé, karl nesic, critila e Facção Fictícia.

4.Capa_Império_e_Anonimato,_Org._Cidadão

império e anonimato: imaginação radical do presente, Cidadãos,VoltemPraCasa#1

é um livro voltado ao debate filosófico e pratica acerca das proposições subjetivas e insurrecionarias de tiqqun, comitê invisível e outros anônimos. ele surge com a primeira edição do seminário Cidadãos, Voltem Pra Casa!, organizado pela GLAC edições. o livro engloba os textos escritos pelos palestrantes, outros inéditos destes autoproclamados não-autores, além de textos de terceiros que contextualizam seus escritos e práticas no tempo e espaço das lutas anti-capitalistas globais. participações de: roberto winter, peter pál pelbart, giorgio agamben, miguel carmo, denise algures, leonardo araujo beserra, Tiqqun, Comitê Invisível, 9 de Tarnac, duarte ferrín, abigail campos leal e nathalia colli.

CAPA_TIQQUN.jpg

isto não é um programa: órgão de ligação no seio do partido imaginário, tiqqun

o livro parte de uma análise das lutas autonomistas italianas dos anos 1970, opondo o "rastejante" Maio de 77 em Roma ao "triunfante" Maio de 68 parisiense, para lançar as bases de uma teoria política voltada para a ação/transformação radical do mundo existente. seus diálogos críticos com a filosofia política abarcam um amplo espectro, que vai do movimento Okupa a giorgio agamben, de georges bataille à autonomia, de michel foucault à Internacional Situacionista.

2.Capa_Colônia,_Gustavo_Colombini.jpg

colônia, gustavo colombini

publicação da dramaturgia integral da peça homônima, que teve direção de vinicius arneiro e atuação de renato livera. em um monólogo-conferência, um sujeito se esforça para descolonizar tanto sua forma de pensar quanto o próprio pensamento, enquanto conceito universal. por meio de inúmeras relações tecidas no exercício linguístico e de desconstrução do pensar, o narrador-personagem nos leva ao absurdo, ao mesmo tempo que nos emociona com a palpabilidade de suas palavras.

CAPA_CLAIRE.jpg

em vista de uma prática ready-made, claire fontaine

claire fontaine é um coletivo de arte de Paris, criado em 2004, formado pela italiana fulvia carnevale e pelo inglês james thornhill. a prática de claire fontaine se caracteriza como interrogação e reflexão constantes sobre a impotência política e a crise da singularidade do sujeito, que aparentemente definem, aos seus olhos, a arte contemporânea atual. se o artista da atualidade é o equivalente subjetivo de um urinol ou de uma caixa Brillo - tão descolocado, tão privado de valor de uso e tão trocável quanto os produtos que produz - a perspectiva que lhe sobra é única, a greve humana.

 

autores

brian massumi

é autor de parables for the virtual: movement, affect, sensation e semblance and event: activist philosophy and the occurrent arts. é um filósofo e cientista social canadense que pesquisa a intersecção entre poder, percepção e criatividade para desenvolver uma abordagem do pensamento e da ação social que une os domínios estético e político nos campos da arte, arquitetura, cultura, do
capitalismo. é professor aposentado no Departamento de Comunicações da Université de Montréal. pela GLAC edições publicou 99 teses para uma revaloração do valor: um manifesto pós-capitalista.

andrew culp

é professor no Whitman College. especializado em teorias cultural-comunicativas do poder, a política das mídias emergentes e respostas de gênero à urbanização. o seu trabalho aparece em publicações como radical philosophy, angelaki, affinities, e outras. seu trabalho une pessimismo de rede, teoria radical e pensamento político. teoriza ​​os efeitos ambivalentes da cultura de rede, desde o movimento antiglobalização até a monetização das relações sociais da economia compartilhada na web. publicou o livro dark deleuze: à morte desse mundo pela GLAC edições e está desenvolvendo imperceptibility: the politics of the unseen, a ser
publicado pela University of Minnesota Press, que examina a atual política da recusa, concentrando-se para isso em figuras de fugitividade, opacidade e anonimato, a fim de demonstrar o poder da invisibilidade.

conselho noturno

não é um autor, coletivo ou organização. sua existência – na órbita do Partido Imaginário – é apenas “ocasional”: seus membros limitam-se a se reunir em momentos de intervenção, porque a intervenção é uma consequência da escrita que eles concebem nesta era. está situado naquilo que alguns ainda chamam de México, um país agora dividido em pedaços por anos de guerra civil legal travada pelo governo local contra o assim chamado “tráfico de drogas”. mais do que uma coincidência com o plano de um Estado-nação, é o conhecimento do território em que se firma e toma partido: um mundo que se comunica e se liga a muitos outros mundos espalhados e em luta contra o mundo do capital. o livro “um habitar mais forte que a metrópole” foi editado primeiramente no México e na Espanha por Pepitas de Calabaza, em 2018, e no mesmo ano na França pela Editions Divergences, somente em 2019 a edição brasileira pela GLAC edições é publicada, e em 2020 está prevista as versões estadunidense e portuguesa, pela edições qualquer.

marcello tarì

é um pesquisador independente, ou, como se autodenomina, um pesquisador de “pés descalços”. Viveu nos últimos anos entre a França e a Itália colaborando para inúmeras revistas, lutas metropolitanas e livro. É autor de numerosos ensaios e fundador da revista italiana Qui i Ora [Aqui e Agora]. Publicou os livros, “Movimenti dell’Ingovernabile. Dai controvertici alle lotte metropolitane” (2007, Ombre Corte), “Um piano nas barricadas: por uma história da Autonomia, Itália 1970 (2012, primeira edição DeriveApprodi), traduzido para várias línguas, e “Não existe revolução infeliz: comunismo da destituição” (2017, primeira edição DeriveApprodi, em 2020, edição brasileira, pela GLAC e n-1 edições).

claire fontaine

a claire fontaine é um coletivo de arte de Paris, criado em 2004, formado pela italiana fulvia carnevale e pelo inglês james thornhill. a autora furtou o seu nome de uma marca popular de cadernos escolares e diante disso declarou-se um artista ready-made. a prática de claire fontaine se caracteriza como interrogação e reflexão constantes sobre a impotência política e a crise da singularidade do sujeito, que aparentemente definem, aos seus olhos, a arte contemporânea hoje. se o artista da atualidade é o equivalente subjetivo de um urinol ou de uma caixa Brillo - tão descolocado, tão privado de valor de uso e tão trocável quanto os produtos que produz - a perspectiva que lhe sobra é única, a greve humana.

gustavo colombini

dramaturgo e diretor teatral formado pela Universidade de São Paulo (ECA-USP). é autor das peças O silêncio depois da chuva, com direção de leonardo moreira, indicada ao Prêmio Shell de Teatro de São Paulo, na categoria de Melhor Autor e Colônia, com direção de vinicius arneiro. integrante e co-fundador do grupo artístico cinza. recentemente lançou o livro Colônia, dramaturgia completa da peça homônima em circulação, publicado em abril de 2019 pela GLAC edições.

tiqqun

foi uma revista francesa dedicada a “exercícios de metafísica crítica”, autodesignada “órgão consciente do Partido Imaginário” em 1999, período de sua primeira publicação, e posteriormente como órgão de ligação no seio do Partido Imaginário em 2001, momento de sua última aparição enquanto material difundido sob a insígnia que dá luz ao termo judaico tikkun, significado de redenção e restituição espiritual. os mais de 30 textos publicados autonomamente sob Tiqqun, tiveram larga distribuição e vieram a obter reconhecimento mundial após alguns supostos membros do comitê invisível, órgão de realização da teoria da revista, serem acusados no “caso Tarnac”.

roberto winter

artista e pesquisador, integrante do grupo de editores da revista dazibao, participante da coletânea império e anonimato: materiais preliminares às insurreições, org. Cidadãos, Voltem Pra Casa! #1.

peter pál pelbart

filósofo e escritor, professor da PUC-SP, editor da N-1 Edições, participante da coletânea Império e Anonimato: materiais preliminares às insurreições, org. Cidadãos, Voltem Pra Casa! #1.

giorgio agamben

filósofo e escritor italiano participante da coletânea Império e Anonimato: materiais preliminares às insurreições, org. Cidadãos, Voltem Pra Casa! #1.

miguel carmo

doutorando em agroecologia e história cultural portuguesa, participante da coletânea Império e Anonimato: materiais preliminares às insurreições, org. Cidadãos, Voltem Pra Casa! #1.

denise algures

poeta e feminista, produtora audiovisual, participante da coletânea Império e Anonimato: materiais preliminares às insurreições, org. Cidadãos, Voltem Pra Casa! #1.

leonardo araujo beserra

escritor e curador de arte contemporânea, editor da GLAC edições, participante da coletânea Império e Anonimato: materiais preliminares às insurreições, org. Cidadãos, Voltem Pra Casa! #1

9 de tarnac

o “caso Tarnac” surge por conta de uma sabotagem das linhas de TGV em 8 de novembro de 2008, quando julien coupat e outros oito foram presos pela polícia antiterrorista francesa e colocados sob custódia. Além disso, foram acusado de ter escrito o livro A insurreição que vem, primeiro texto de comitê invisível, publicado em 2007 pela la fabrique editions.

duarte ferrín

escritor e jornalista galego, participante da coletânea Império e Anonimato: materiais preliminares às insurreições, org. Cidadãos, Voltem Pra Casa! #1.

abigail campos leal

ativista literária, mestre em filosofia pela UFRJ e poeta, organizadora do Slam Marginália, participante da coletânea Império e Anonimato: materiais preliminares às insurreições, org. Cidadãos, Voltem Pra Casa! #1. atualmente está preparando "Aqueerlombamentos: deserção de gênero, neocolonialismo y guerra social no Brasil  contemporâneo", livro de ensaios a ser publicado pela GLAC edições em 2020.

nathalia colli

militantes anticapitalista, professora e editora do ZineZona, participante da coletânea Império e Anonimato: materiais preliminares às insurreições, org. Cidadãos, Voltem Pra Casa! #1.

amador fernández-savater

escritor e filósofo espanhol, editor da Acuarela Libros, participante da coletânea Chamada: imaginação radical do presente, de textos anônimos.

ignacio castro rey

escritor, filósofo e critico de arte espanhol participante da coletânea Chamada: imaginação radical do presente, de textos anônimos.

javier turnes

profesor de filosofia no IES Fernando Blanco de Cee, na Costa da Morte e músico, participante da coletânea Chamada: imaginação radical do presente, de textos anônimos.

karl nesic

falecido teórico político francês, que mantinha junto a gilles dauvé o site Troploin, e participante da coletânea Chamada: imaginação radical do presente, de textos anônimos.

critila

autor anônimo norte americano, que publicou regularmente na revista The Anvil. é participante da coletânea Chamada: imaginação radical do presente, de textos anônimos.

facção fictícia

grupo anônimo de escritores e auto publicadores anarquistas brasileiros surgido em meio as manifestações de junho de 2013 que vem anualmente traduzindo, republicando e escrevendo programas políticos e analises de conjuntura social. participa da coletânea Chamada: imaginação radical do presente, de textos anônimos, e atualmente está preparando o livro Um chamado à guerra nômade: leituras para incendiar um país, a ser publicado em GLAC edições entre setembro e outubro de 2019.

fique por dentro dos nossos lançamentos, promoções, atividades, conteúdos e projetos assinando nossa newsletter:

PARA LER COM O CORPO!

© GLAC edições 2019

rua conselheiro ramalho, 945,

1º andar, sala 4, bela vista,

são paulo – sp, 01325-001

glacedicoes@gmail.com

cnpj:19.884.010/0001-65

ie: 126.272.212.119

2019. GLAC edições. design e desenvolvimento por Pablo Vieira.